Projetos do Instituto como o Novos Cielos trazem conceitos inovadores para a natação brasileira

O trabalho do Instituto Cesar Cielo teve início em 2010, com a formatação e o início do trabalho de captação de recursos de um projeto de desenvolvimento de crianças e jovens cidadãos pelo esporte, o Novos Cielos.

O Novos Cielos começou a ser desenvolvido a partir de três núcleos no Estado de São Paulo – Santa Bárbara D’Oeste, Limeira e São Paulo – que já realizavam bons trabalhos na natação, esporte muito praticado no País, voltados para crianças e jovens.

O objetivo do Novos Cielos é apoiar talentos da natação, com treinamento para crianças e adolescentes de 6 a 18 anos e participação em competições, a partir de parcerias com polos de vocação formadora, como a Associação dos Nadadores e Esportistas de Limeira (ANEL), o Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa (COTP), da Prefeitura de São Paulo, e o Esporte Clube Barbarense/Unimed.

O Instituto também atuou com a elite, com o Projeto Rumo ao Ouro em 2016, o PRO 16, que rendeu duas medalhas olímpicas ao Brasil nos Jogos de Londres/2012. Do programa de treinamento, atuante entre 2010 e 2012, saíram as duas medalhas olímpicas da natação brasileira (prata, com Thiago Pereira, nos 400 m medley, e bronze, com Cesar Cielo, nos 50 m livre) e o ouro de Nicholas Santos nos 50 m borboleta no Mundial em Piscina Curta de Istambul, em 2012.

O primeiro torneio: lembrança para sempre

Em dezembro de 2012, o Novos Cielos realizou seu primeiro torneio, no Esporte Clube Barbarense, onde Cesar Cielo começou a nadar e a competir, ainda menino. Participaram 200 nadadores de 6 a 14 anos, nas categorias pré-mirim, mirim 1 e 2, petiz 1 e 2, infantil 1 e 2, com disputas dos 25 metros e 50 metros livre, com eliminatórias, finais e premiação.

“É um sonho que eu tinha desde que comecei a me destacar na natação. Eu admiro o trabalho que o Guga (o tricampeão de Roland Garros, Gustavo Kuerten) faz no tênis. Nos Estados Unidos, onde nadei por um tempo, é comum os atletas terem projetos sociais e eles são parte do que eu quero para minha carreira”, disse Cielo, sobre o projeto.  “Para uma criança, disputar um torneio, o primeiro para muitas delas, é uma lembrança que nunca acaba, vai ficar na memória das crianças e dos pais. O principal é dar de volta um pouco de tudo o que recebi”, afirmou, sobre o I Torneio Novos Cielos.

(Fotos: Osvaldo F./Contrapé)